O ciclo do cabelo
Cada folículo alterna entre três fases: anagénio (crescimento, 2 a 7 anos), catagénio (transição, poucas semanas) e telogénio (repouso e queda, cerca de 3 meses). Em qualquer momento, 85% a 90% dos cabelos estão em crescimento.
A queda torna-se problema quando a proporção de folículos em telogénio aumenta, ou quando os cabelos que nascem são progressivamente mais finos.
Sinais de alerta
Estes sinais indicam que a queda ultrapassou o normal e justificam consulta:
- Perda visivelmente aumentada durante mais de três meses seguidos
- Couro cabeludo mais visível à luz ou risca progressivamente mais larga
- Cabelo mais fino, quebradiço ou que não atinge o comprimento habitual
- Placas sem cabelo, vermelhidão, descamação, dor ou comichão
- Queda acompanhada de cansaço, alterações de peso ou menstruais
Que exames fazer
A avaliação começa pela história clínica e pela tricoscopia. Consoante o quadro, pedem-se análises que incluem hemograma, ferritina, função tiroideia, vitamina D, zinco e, nas mulheres, perfil hormonal.
Identificar uma carência ou uma disfunção tiroideia muda completamente o tratamento — e é a razão pela qual tratar sem diagnosticar raramente resulta.
Tratamentos disponíveis
Corrigidas as causas sistémicas, o tratamento capilar dirigido inclui mesoterapia capilar, PRP, terapêutica tópica ou oral e fotobiomodulação. Nas situações em que já não existe folículo viável, o transplante capilar FUE repõe densidade de forma permanente.
Em qualquer dos casos, a evolução avalia-se com fotografia padronizada aos 3, 6 e 12 meses — não pela sensação de quantos fios ficam na escova.