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Guia clínico

Alopecia: o que é, tipos, causas e tratamento

Alopecia é o termo médico para a perda de cabelo, seja ela localizada ou difusa, temporária ou definitiva. Não é uma doença única: é o sinal comum a dezenas de condições diferentes, e identificar qual delas está em causa é o que determina o tratamento correto.

Pontos-chave

  • A alopecia androgenética afeta cerca de 50% dos homens até aos 50 anos e uma proporção semelhante de mulheres ao longo da vida

  • A maioria dos casos é tratável quando identificada cedo

  • O diagnóstico correto exige avaliação do couro cabeludo, não apenas do fio

O que é a alopecia

Perder entre 50 e 100 cabelos por dia é fisiológico — faz parte do ciclo natural do folículo. Fala-se em alopecia quando essa perda ultrapassa a capacidade de reposição e se traduz numa redução visível de densidade, num alargamento da risca ou no aparecimento de zonas sem cabelo.

O ponto crítico é o estado do folículo. Enquanto o folículo está vivo, ainda que miniaturizado, existe margem para reverter. Quando é substituído por tecido fibroso, a perda é definitiva e só o transplante capilar repõe cabelo nessa zona.

Principais tipos de alopecia

Distinguem-se essencialmente entre alopecias não cicatriciais, em que o folículo se mantém, e cicatriciais, em que é destruído.

  • Alopecia androgenética — a mais comum; de origem hormonal e genética, provoca miniaturização progressiva nas entradas e coroa
  • Alopecia areata — doença autoimune que causa placas redondas sem cabelo, de instalação súbita
  • Eflúvio telogénico — queda difusa após stress, parto, cirurgia, febre ou carência nutricional; habitualmente reversível
  • Alopecia de tração — provocada por penteados que puxam o cabelo de forma continuada
  • Alopecias cicatriciais — líquen plano pilar, foliculite decalvante e outras; exigem tratamento urgente para travar a destruição folicular

Causas mais frequentes

A predisposição genética explica a maioria dos casos, mas raramente atua sozinha. Alterações hormonais (androgénios, tiroide, pós-parto, menopausa), carências de ferro, vitamina D ou proteína, doenças autoimunes, medicação e períodos de stress prolongado são fatores que aceleram ou desencadeiam o processo.

Por essa razão, a avaliação inicial inclui frequentemente análises: tratar apenas o couro cabeludo quando a causa é sistémica não resolve o problema.

Como se trata

O tratamento depende do tipo e da fase. Em quadros iniciais e intermédios, a abordagem médica — mesoterapia capilar, PRP, terapêutica tópica ou oral e fotobiomodulação — trava a progressão e densifica. Em zonas já sem folículo viável, o transplante capilar FUE é a única forma de repor cabelo.

Na maioria dos casos combinam-se as duas vias: cirurgia para repor a zona perdida, tratamento médico para proteger o cabelo nativo que resta.

Perguntas frequentes

A alopecia tem cura?
Depende do tipo. O eflúvio telogénico e muitos casos de alopecia areata revertem. A alopecia androgenética não tem cura definitiva, mas é controlável com tratamento continuado e corrigível com transplante.
Como sei se a minha queda é normal?
Perder até 100 cabelos por dia é normal. Se nota o couro cabeludo mais visível, a risca mais larga, cabelo mais fino ao toque ou queda que dura mais de três meses, deve fazer avaliação.
Que médico trata a alopecia?
Um médico com formação em tricologia ou dermatologia capilar. Na Replace Clinic a avaliação é feita pela Dra. Fátima Garcês, com mais de 19 anos dedicados ao restauro capilar.
O stress pode causar alopecia?
Sim. O stress agudo ou prolongado é uma causa reconhecida de eflúvio telogénico e pode precipitar surtos de alopecia areata em pessoas predispostas.

Avaliação com a Dra. Fátima Garcês

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