O mecanismo por detrás da calvície
Os folículos geneticamente sensíveis reagem à di-hidrotestosterona (DHT), um derivado da testosterona. A cada ciclo, esses folículos produzem um fio mais fino, mais curto e menos pigmentado — é a miniaturização. Ao fim de vários ciclos, o folículo deixa de produzir cabelo visível.
A sensibilidade à DHT é herdada de ambos os lados da família, ao contrário do mito de que vem apenas da linha materna.
Como evolui — escala de Norwood
No homem, a perda segue um padrão reconhecível, classificado pela escala de Norwood, que vai do grau I (linha frontal intacta) ao grau VII (apenas coroa lateral e posterior).
- Graus I–II — recuo ligeiro das entradas, ainda subtil
- Grau III — entradas marcadas; é aqui que a maioria procura ajuda
- Grau IV–V — rarefação da coroa e afinamento da ponte central
- Grau VI–VII — união das zonas de perda; a área dadora limita o que é possível repor
- Na mulher usa-se a escala de Ludwig, que descreve o alargamento progressivo da risca
O que funciona e o que não funciona
Funcionam: terapêutica médica dirigida à DHT, mesoterapia capilar e PRP para estimular os folículos ainda viáveis, fotobiomodulação como coadjuvante e, para zonas já perdidas, o transplante capilar FUE.
Não funcionam de forma isolada: champôs milagrosos, suplementos genéricos sem défice diagnosticado e tratamentos aplicados sem avaliação prévia do couro cabeludo. Suplementar ferro ou vitaminas só faz diferença quando existe carência real.
Quando agir
O melhor momento é assim que nota alteração de densidade ou recuo da linha. Travar a miniaturização é sempre mais simples e mais barato do que repor cabelo já perdido.
Na Replace Clinic a avaliação inclui tricoscopia, fotografia clínica padronizada e, quando indicado, análises — para desenhar um plano com horizonte de 18 meses e resultados mensuráveis.