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Guia clínico

Calvície: fases, causas e o que realmente funciona

Calvície é o nome popular da alopecia androgenética, a forma de perda de cabelo mais frequente. É progressiva, tem origem genética e hormonal, e a sua evolução é previsível — o que significa que pode ser antecipada e travada.

Revisão clínica: Dra. Fátima Garcês, diretora clínica da Replace Clinic — mais de 19 anos dedicados ao restauro capilar.

Pontos-chave

  • Atinge cerca de 50% dos homens até aos 50 anos

  • Nas mulheres manifesta-se por alargamento da risca, não por entradas

  • A janela de tratamento mais eficaz é antes de o folículo desaparecer

O mecanismo por detrás da calvície

Os folículos geneticamente sensíveis reagem à di-hidrotestosterona (DHT), um derivado da testosterona. A cada ciclo, esses folículos produzem um fio mais fino, mais curto e menos pigmentado — é a miniaturização. Ao fim de vários ciclos, o folículo deixa de produzir cabelo visível.

A sensibilidade à DHT é herdada de ambos os lados da família, ao contrário do mito de que vem apenas da linha materna.

Como evolui — escala de Norwood

No homem, a perda segue um padrão reconhecível, classificado pela escala de Norwood, que vai do grau I (linha frontal intacta) ao grau VII (apenas coroa lateral e posterior).

  • Graus I–II — recuo ligeiro das entradas, ainda subtil
  • Grau III — entradas marcadas; é aqui que a maioria procura ajuda
  • Grau IV–V — rarefação da coroa e afinamento da ponte central
  • Grau VI–VII — união das zonas de perda; a área dadora limita o que é possível repor
  • Na mulher usa-se a escala de Ludwig, que descreve o alargamento progressivo da risca

O que funciona e o que não funciona

Funcionam: terapêutica médica dirigida à DHT, mesoterapia capilar e PRP para estimular os folículos ainda viáveis, fotobiomodulação como coadjuvante e, para zonas já perdidas, o transplante capilar FUE.

Não funcionam de forma isolada: champôs milagrosos, suplementos genéricos sem défice diagnosticado e tratamentos aplicados sem avaliação prévia do couro cabeludo. Suplementar ferro ou vitaminas só faz diferença quando existe carência real.

Quando agir

O melhor momento é assim que nota alteração de densidade ou recuo da linha. Travar a miniaturização é sempre mais simples e mais barato do que repor cabelo já perdido.

Na Replace Clinic a avaliação inclui tricoscopia, fotografia clínica padronizada e, quando indicado, análises — para desenhar um plano com horizonte de 18 meses e resultados mensuráveis.

As fases da calvície na escala de Norwood

A escala de Norwood-Hamilton descreve a progressão da calvície masculina em sete estádios e é a referência usada em consulta para classificar o caso e planear o tratamento.

  • Estádios I–II — recuo ligeiro das entradas; fase ideal para tratamento médico preventivo
  • Estádio III — entradas profundas e, por vezes, início de rarefação na coroa
  • Estádios IV–V — perda combinada de entradas e coroa, com a ponte central a afinar
  • Estádios VI–VII — união das duas zonas, restando apenas a coroa lateral e occipital
  • A partir do estádio V, o transplante exige planeamento cuidadoso da zona dadora

Quantos enxertos são necessários

O número de folículos depende da área a cobrir e da densidade pretendida. Como referência clínica, corrigir as entradas envolve tipicamente 1.500 a 2.500 folículos, uma coroa isolada 1.500 a 2.500, e uma reconstrução ampla de topo e coroa pode ultrapassar os 5.000 folículos, por vezes distribuída por duas sessões.

O fator limitante nunca é a zona recetora, mas a zona dadora: cada pessoa tem um número finito de folículos resistentes à DHT. É por isso que o planeamento a longo prazo importa mais do que o resultado imediato — sobretudo em pacientes jovens, cuja calvície ainda vai progredir.

Travar a progressão: o que funciona

O transplante repõe cabelo, mas não impede a evolução da calvície no cabelo nativo. Por isso, o plano combina quase sempre cirurgia com tratamento médico de manutenção — terapêutica tópica ou oral prescrita em consulta, mesoterapia capilar, PRP e fotobiomodulação.

Sem manutenção, é comum surgir, anos depois, um vazio entre a zona transplantada e o cabelo original que continuou a rarear. Com manutenção, o resultado mantém-se coerente ao longo do tempo.

Perguntas frequentes

Quantos enxertos preciso para a minha calvície?
Depende do estádio de Norwood e da densidade pretendida: cerca de 1.500 a 2.500 folículos para as entradas e mais de 5.000 numa reconstrução ampla de topo e coroa. O número exato é definido por tricoscopia na consulta.
Quanto custa tratar a calvície em Portugal?
O preço depende sobretudo do número de folículos necessários e da técnica indicada, pelo que só é definido depois da avaliação com tricoscopia. Na Replace Clinic o orçamento é apresentado por escrito na consulta, sem custos escondidos e já com o acompanhamento de 18 meses incluído.
É possível travar a calvície sem cirurgia?
Sim, enquanto existir folículo vivo. O tratamento médico continuado trava a miniaturização e densifica, mas não repõe cabelo em zonas onde o folículo já desapareceu.
A calvície vem da parte da mãe?
É um mito parcial. A sensibilidade à DHT é poligénica e herda-se de ambos os progenitores, embora existam genes relevantes no cromossoma X.
Usar boné causa calvície?
Não. O boné não interfere com o folículo. A calvície é determinada por fatores genéticos e hormonais.
Com que idade pode começar?
Pode iniciar-se logo no final da adolescência. Quanto mais precoce o início, mais importante é a avaliação médica atempada.
O transplante resolve definitivamente?
Repõe cabelo permanente nas zonas tratadas, mas não impede que o cabelo nativo restante continue a rarear — por isso associa-se sempre tratamento médico de manutenção.

Avaliação com a Dra. Fátima Garcês

Consulta presencial em Lisboa ou videoconsulta, com plano de tratamento e acompanhamento durante 18 meses.

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